Mostrando postagens com marcador superiora geral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador superiora geral. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Capitulares Paulinas visitaram o Papa Leão XIV

 


Entre as atividades do 12° Capítulo Geral, que começou no início de setembro, e o Jubileu da Vida Consagrada, que inicia em 8 de outubro, o Papa Leão XIV recebeu na manhã desta quinta-feira (02/10) um grupo de 58 Filhas de São Paulo na Sala do Consistório, no Vaticano. A audiência com o Papa aconteceu numa semana importante para as Paulinas, que acabaram de eleger a nova superiora geral na cidade italiana de Ariccia, onde as religiosas permanecem até 7 de outubro: Irmã Mari Lucia Kim, natural da Coreia do Sul, foi eleita na quarta-feira (01/10).

“Bom dia e bem-vindas! Parabéns! A nova madre geral foi eleita talvez ontem? Quando foi? Vamos rezar por ela.”

A nova superiora geral das Paulinas ao cumprimentar o Papa Leão XIV

Em discurso, o Papa parabenizou a nova superior geral e também recordou que o momento é de celebração dos 110 anos de fundação do instituto que consegue reunir representantes dos cinco continentes, expressando "a universalidade da Igreja", já que a missão é difundida em 52 países do mundo "a partir das intuições proféticas do fundador, o beato Tiago Alberione, implementadas de forma intrépida pela cofundadora, a venerável Tecla Merlo". Um apostolado, continuou o Pontífice, dedicado a difundir o Evangelho por diferentes instrumentos e linguagens que "precisa ser renovado e revigorado, para que a paixão evangélica que as anima possa encontrar a melhor expressão".

O tema escolhido para o 12° Capítulo Geral, “Impulsionadas pelo Espírito, à escuta da humanidade de hoje, comunicamos o Evangelho da esperança”, disse Leão XIV, confirma que o anúncio do Evangelho "permanece no centro da missão". O Papa indicou, então, a necessidade de se "entrar na história concreta" para anunciá-lo, não de comunicá-lo com "informações genéricas ou verdades abstratas", mas "de acolher as perguntas e as inquietações suscitadas pela vida real, falar as linguagens das mulheres e dos homens do nosso tempo". Vieram, assim, duas recomendações de Leão XIV: "olhar para cima e imergir para dentro". 

Olhar para cima e imergir para dentro



"Olhar para cima, para que possam ser impulsionadas pelo Espírito Santo. A vocação e a missão de vocês vêm do Senhor, não o esqueçamos. Por isso, o empenho pessoal, os carismas que colocamos em circulação, o zelo do apostolado e os instrumentos que utilizamos nunca devem fazer-nos cair na ilusão e na presunção da autossuficiência. É o Espírito o protagonista da missão, é o Espírito que nos impulsiona para a frente, multiplicando nossos talentos, restaurando-nos nas fadigas, aquecendo nossos corações quando a alegria do Evangelho esfria, iluminando nossos passos e oferecendo-nos intuições criativas, para que sejamos capazes de abrir novos caminhos para a comunicação da fé."


A segunda atitude, continuou o Papa, é imergir dentro das situações. Impulsionadas pelo Espírito, "vocês também são chamadas a imergir na história, precisamente na escuta da humanidade de hoje". Por isso, Leão XIV convidou a refletir sobre as obras ligadas ao apostolado e a necessidade de renová-las, "mesmo que exija escolhas corajosas e exigentes":

"Queridas irmãs, é um serviço precioso o que vocês oferecem ao mundo e à Igreja, trabalhando na produção editorial, no universo digital, na gestão das livrarias, nos projetos de rádio e televisão e na animação bíblica. Sei que os esforços para levar adiante essas múltiplas atividades às vezes são pesados, sobretudo porque as complexas situações atuais exigem uma formação profissional de alta qualidade que, infelizmente, às vezes se choca com o fato de que as forças, pessoais e materiais, são escassas. Mas não nos deixemos desanimar!"

Escutar a humanidade

Ao final do discurso, Leão XIV recordou o Papa Francisco para motivar a missão das Paulinas diante deste "inverno cultural e eclesial que estamos atravessando". Disse para não ter medo de arriscar, para olhar para o ardor e a alegria incansável de São Paulo em anunciar Cristo, mesmo em meio às dificuldades e perseguições: "deixem-se guiar pelo Espírito e escutem a humanidade". 


“Vocês nasceram para comunicar a Palavra, mas é necessário que essa comunicação, transmitida no âmbito pastoral, seja também um estilo de vida comunitário. É preciso estar atento para que não haja separação entre o que pregamos e o nosso cotidiano. Só assim vocês serão fiéis ao método da integralidade desejado pelo seu fundador para toda a Família Paulina: Caminho, Verdade e Vida, Mente, Vontade e Coração. E, então, esta proposta unificadora, que parece profética em um mundo fragmentado, será coerente e credível.”

Superiora Provincial do Brasil, Ir. Marlene Konzen oferece A Bíblia ao Papa Leão XIV

Fonte: Vatican news
Fotos: Vatican media



quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Irmã Mari Lucia Kim é a nova superiora geral das Filhas de São Paulo

Ir. Mari Lucia Kim será a superiora geral do Instituto no sexênio 2025 -2031. Atualmente, exercia o serviço de superiora provincial da Coreia.

Na segunda-feira, 1º de outubro de 2025, o 12º Capítulo Geral das Filhas de São Paulo elegeu Ir. Mari Lucia Kim superiora geral do Instituto para o sexênio 2025-2031. Ir. Mari Lucia nasceu em 1º de novembro de 1965 em Mokpo, Coreia. É Filha de São Paulo desde 25 de janeiro de 1995.

Desempenhou vários cargos apostólicos e foi conselheira geral para o sexênio 2013-2019. Atualmente, exercia o serviço de superiora provincial da Coreia. O Senhor confia em suas mãos nossas comunidades, os povos aos quais, como apóstolas de Jesus Cristo, somos enviadas, todos aqueles que, pela fecundidade do carisma paulino, encontrarão Deus.

A ela, a assembleia capitular entrega o desejo de uma profunda renovação, de um “novo” a ser explorado e percorrido, de uma fraternidade a ser redescoberta, de um dom a ser reavivado.

À Irmã Mari Lucia Kim, - lê-se num comunicado do Instituto - enviamos nossos votos e nossas orações, na certeza de que o Senhor encarregará a Madre Tecla de estar ao seu lado e inspirá-la no serviço de governo.





domingo, 3 de fevereiro de 2019

100 anos do Pacto - Ir. Anna Maria Parenzan

Ao celebrarmos, em janeiro de 2019, o centenário do “Pacto”, é importante reevocar a experiência de pobreza e abandono à Providência, vivida pelas nossas primeiras irmãs e primeiros irmãos. De fato, a pobreza dos inícios não era apenas econômica, mas também de pessoas, cultura, saúde, meios, apreço, estima. 

Ninguém acreditava no projeto de pe. Alberione. Ele mesmo confidenciava aos primeiros meninos: Desde o dia de sua fundação, a nossa Casa passou por muitas tempestades e o fato de sempre ter-se saído bem é um sinal certíssimo de que Deus quer esta obra de nós; todos, e especialmente eu, fomos acusados de ser ladrões.... fomos denunciados à Santa Sé, mas Deus nos salvou. Até pessoas boas não nos entendem e falaram mal da Casa; sei que cada um de vocês, antes de ingressar na Casa, ouviu críticas e muitos tiveram de lutar realmente contra verdadeiras e graves dificuldades... As tempestades são necessárias para nos tornar humildes e recordar-nos que somente Deus é o Senhor... (Giaccardo, Diário, 8 de dezembro de 1917). 


Fé totalmente excepcional, confiança na Providência, certeza de ser guiados em todos os momentos pela mão paterna de Deus, ritmavam o clima da “Casa” desde os tempos da fundação.

Em 07 de janeiro de 1919, Giaccardo escreveu com profunda admiração: “Quando o Pai fala da confiança na Divina Providência, parece que não consegue terminar o sermão; ele  mesmo diz que as palavras lhes saem inflamadas como as sente no coração...”. É uma confiança muito concreta que se confia com a simplicidade da criança: “Colocamos o contrato da Linotype aos pés de Jesus, e Jesus a pagou” (Diário, 5 de março de 1919). Após quase quarenta anos, o Fundador recorda aqueles  tempos heroicos: 

Às vezes, as necessidades eram urgentes e graves. Todos os recursos e esperanças humanos desapareciam: rezava-se e se procurava evitar o pecado e toda falta contra a pobreza: e soluções inesperadas, dinheiro vindo de estranhos, empréstimos oferecidos, novos benfeitores e outras coisas que ele jamais conseguiu explicar...; os anos passavam e as previsões de falência certa, as acusações de loucura... desapareciam e tudo se resolvia, até com fadiga, mas em paz (AD 166). 

Naquele contexto de fé incondicional, surgiu o “Pacto” ou “Segredo de êxito”. A primeira notícia documentada é de 7 de janeiro de 1919. Giaccardo escreveu em seu diário: Ontem à noite, o querido Pai convidou-nos a fazer um pacto com o Senhor. 

O pacto que ele fez: estudar por um e aprender por quatro. Esta manhã, na meditação, reafirmou a importância, os fundamentos, as condições, o convite. A sua palavra era ardente, plena de convicção e persuasiva. Os fundamentos são: a confiança em Deus que prometeu conceder sabedoria a quem lha pedir... 

A complacência de Deus por quem se confia n’Ele. A vontade de Deus que esta Casa exista e prospere: e a nossa impossibilidade de estudar quanto ordinariamente é necessário para aprender. Confiança é o que falta no mundo, o que o querido Pai ainda não encontrou em ninguém...

O Pacto não é somente uma oração... é um ato de fé comunitário, expressão da aliança com Deus, convicção que a graça da vocação é dada a nós, que somos: fracos, ignorantes, insuficientes e incapazes em tudo porque, de acordo com a experiência do apóstolo Paulo, o poder  de Cristo habita em nós (cf. 2 Cor 12, 9), poder que se manifesta plenamente na fraqueza.

Através do Pacto, pe. Alberione insere a si mesmo e a nascente Família Paulina no caminho dos pobres e dos pequenos dos quais fala o Evangelho, ou seja, na via daqueles que colocam Deus e sua Providência em primeiro lugar, acima de tudo. 

Citando as palavras do “querido Pai”, Giaccardo escrevia: Deus colocou em nós um infinito, chama -vos a uma altíssima santidade, mas Ele quer fazer, trabalhar com seus braços porque a nossa Casa vive da Providência. A ofensa mais grave que Deus recebe da nossa Casa é a falta de confiança n’Ele, pois é Ele quem faz tudo, nós somos insensatos e ignorantes se não confiarmos n’Ele (Diário, 26 de janeiro de 1919).


«Buscar o reino de Deus... apoiar-nos somente  em Deus»  é o refrão reiterado muitíssimas vezes pela Mestra Tecla. Dizia às Filhas, numa conferência, em maio de 1928:

 Portanto, coloquemos todas as nossas misérias, nossos defeitos nos fundamentos, e confiemos somente em Deus, apoiemo-nos  n’Ele. Aquelas que virão depois de nós basta que continuem em Deus, mas nós devemos apoiar-nos somente n’Ele... 

“Confiar somente em Deus...”, isto é, colocar total confiança no Senhor, dar-lhe, com convicção, o primeiro lugar, confiar em sua pedagogia, desejar ardentemente uma relação constante e profunda com Ele, anunciando-o como verdadeira fonte de justiça, de paz, de felicidade: estes são os pré-requisitos para que o Pacto continue operando em nossa família religiosa aqueles milagres de apostolado, de vocações, de santidade, que nossos pais e nossas mães foram testemunhas na fé.

Ir.  Anna Maria Parenzan
Superiora Geral 
Filhas de São Paulo

domingo, 15 de junho de 2014

99 anos das Filhas de São Paulo


Carta da Superiora Geral Anna Maria Parenzan
 “Amanhã será um dia muito importante: é o quinquagésimo do primeiro encontro entre mim e a Primeira Mestra. Foi um dia de bênçãos”.
Essas palavras foram pronunciadas por Pe. Alberione em junho de 1965, exatamente 50 anos depois do encontro na igreja de São Damião, que mudou a vida de Mestra Tecla e marcou sua vocação. Um encontro que fez soar a hora de Deus e que favoreceu a concretização daquela vocação que tinha muito de novidade (cf. AD 109-110).
O conteúdo do encontro chegou até nós mediante a relação de 1923, através da própria Teresa:
“Quando o Senhor Teólogo, na primeira vez que eu o vi, me falou da nova instituição de filhas que viveriam como irmãs e que por agora começavam a trabalhar em prol dos soldados, fiquei imediatamente entusiasmada”.
O encontro com Mestra Tecla torna mais explícito aquele “passo definitivo” da intuição alberioniana: “almas generosas teriam sentido aquilo que ele sentia”... “escritores, técnicos e propagandistas, mas religiosos e religiosas, [homens e mulheres...] para dar maior unidade, mais continuidade, mais sobrenaturalidade ao apostolado”(cf. AD 17-24).
Uma instituição que se estava desenvolvendo em sintonia com a reflexão sobre as potencialidades da mulher para a evangelização, já expressas pelo próprio Alberione no livro La donna associata allo zelo sacerdotale,um texto que assume um significado quase genético para a fundação feminina. Pe. Alberione dirá, em janeiro de 1938: “Desde 1910... vós, Filhas de São Paulo, fostes pensadas , desejadas, preparadas, nascidas, crescidas, até o dia de hoje”.
Mestra Tecla, verdadeira "mulher associada ao zelo sacerdotal”. Com a vocação de Mestra Tecla, a convicção do jovem Alberione de que a missão sacerdotal é parte da missão feminina, torna-se realidade.
No texto pré-fundacional, "A mulher associada" exaltava assim a presença da mulher ao lado do homem: “Ao lado dos grandes benfeitores da humanidade e dos grandes santos do cristianismo, encontrareis sempre uma doce figura de mulher e de santa, que quase lhes completam a obra. Ao lado de um São Bento, o grande patriarca do monaquismo ocidental, Santa Escolástica; ao lado de São Francisco de Assis... é santa Clara; ao lado dos Padres Dominicanos são as Dominicanas; ao lado de São Francisco de Sales, é Santa Joana Francisca de Chantal...” (DA,p. 67).
Poderíamos prolongar o elenco: ao lado do beato Alberione, Mestra Tecla, Madre Escolástica... Desde o início, Mestra Tecla desenvolveu um papel de mediação da graça carismática, com plena confiança no instrumento escolhido por Deus. Confiava nos primeiros tempos da fundação:
“Tenho muita confiança no Senhor, mas também no senhor Teólogo, porque sei que ele é enviado por Deus, e onde ele passa, também eu posso passar tranquila, sem medo de errar”. E no seu caso, trata-se de acompanhar um desenvolvimento que “parte do zero”.

Com ela, a comunidade cresce; se firma na consciência apostólica; se educa para o relacionamento com o Mestre Divino, se plasma com um estilo próprio, feito de simplicidade, sobrenaturalidade, desenvoltura Ela segue o Fundador, não só no plano executivo, mas com docilidade de coração,sabendo que através dele, Deus lhe indica o caminho.
Assim lhe escreve em 1950: “Tenho plena confiança em suas palavras”. E numa outra carta do mesmo ano: “Seja como o pai que corrige a sua filha. Ele o sabe, estou nas suas mãos. Disponha de mim como um lencinho. Tenho tanto medo de não fazer bem e de levar as Filhas de São Paulo...do lado contrário...”.
Coparticipante e corresponsável do desígnio de Deus Pe. Alberione sente que Mestra Tecla é coparticipante e corresponsável do desígnio de Deus:
ele a informa sobre cada passo; solicita sua presença durante a visita às casas. Pede seu parecer sobre problemas e iniciativass; encarrega-se de indicar nomes para o apostolado, a fim de que irmãs “façam o bem sem prejuízo para o espírito”; possam ter um adequado relacionamento com as outras instituições femininas.
A Primeira Mestra recebe e aplica cada orientação do Fundador com a riqueza do seu dom; ou então, coloca o contributo da sua experiência para um discernimento mais aprofundado, quando a vontade de Deus ainda não está bem evidenciada.
Pe. Alberione, perante as Filhas, coloca em plena luz a mãe em cujas pegadas é preciso caminhar: “A docilidade das Filhas de São Paulo à Primeira Mestra explica o seu rápido desenvolvimento e o sucesso do seu apostolado”.
Ao lado de Pe. Alberione, nas grandes viagens apostólicas, de carro ou de avião, pude ouvir suas confidências, as alegrias e as amarguras. Muitas expressões, escritas ou ditas pessoalmente, demonstram essa comunhão. Escrevia de Roma, a 16 de outubro de 1939, a Mestra Paulina Piveta “Agora já sabes que tive de partir com urgência. Chamaram-me para ver se posso ajudar um pouco o Primeiro Mestre que se encontra em extremíssimas necessidades. Nunca tivemos necessidades materiais tão pesadas como agora... tenho tanta pena de não poder fazer nada para ajudá-lo...”.
A 02 de setembro de 1954, o Fundador solicitava as irmãs a receberem a palavra da primeira Mestra como se fosse o próprio pensamento dele: “Não são dois pensamentos, mas um só, que eu acredito sejam o  ensinamento e o desejo de Deus”.
Celebramos em ação de graças e na alegria o “dia de bênçãos que nos encontra todas unidas na reflexão, na oração, no desejo de uma mesma resposta generosa ao dom que recebemos.
Se o quisermos, poderemos utilizar os passos da hora de adoração que vai anexa Saudações caríssimas a todas, com muito afeto.
(Ir. Anna Maria Parenzan - Superiora geral)