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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tiago Alberione: traços de uma vida, um carisma (1)

Tiago Alberione nasceu a 4 de abril de 1884, em San Lorenzo di Fossano, e cresceu no ambiente rural perto da pequena cidade de Cherasco. As relações privilegiadas da sua infância foram com a mãe, Teresa Allocco, com a professora da Escola de Ensino Fundamental, Rosa Cardona, e com o ambiente da Paróquia de São Martinho (AD 10-12).
 Paróquia de São Martinho
Iniciando a Escola de Ensino Fundamental, Tiago Alberione, comparável a um menino que hoje chamaríamos do terceiro mundo, percorria, todos os dias, a estradinha que subia para Cherasco.
Antes de chegar na escola, parava, com os outros meninos, no Santuário da Madonnina.

Santuário da Madonnina
O Reitor, Pe. Francisco Maria Faber, os assistia e os entretinha com explicações e comentários que não deixaram de dar frutos.

segunda-feira, 15 de março de 2010

FIDELIDADE CRIATIVA AO CARISMA PAULINO (III)

 Expectativas das pessoas de hoje, os novos desafios e os sinais dos tempos
Não estamos alheios ao mundo de hoje no seu conjunto, aos problemas e às expectativas dos homens e mulheres do nosso tempo. Deve haver em nós, pelo  contrário, uma sensibilidade particular a este respeito, inseridos como estamos, através do nosso apostolado, no mundo da comunicação social. A missão paulina não é apenas para um grupo ou setor de pessoas:
“pelo contrário, dirige-se, utilizando os meios técnicos, de algum modo a todos: a todas as classes, castas, idades, condições, nações, continentes; com uma razoável preferência, às massas…” (UPS I, 372-373).
Consideremos, antes de mais, quais são os protagonistas da comunicação. Trata-se do homem no seu ambiente geográfico e histórico, na sua vida quotidiana. Não ignoramos, por isso, o fenômeno da mobilidade humana, os numerosos focos de guerra, de violência,  a dívida externa, a procura de melhores níveis de vida e não raramente de sobrevivência, que empurram muitos habitantes dos aíses pobres para os países ricos. É o fenômeno da imigração, que abrange um número crescente de pessoas.
Nos países do bem-estar assistimos, por outro lado, ao envelhecimento das sociedades  de antiga raiz cristã e à perda de grande parte dos valores e das certezas do passado,  que abrem as portas ao pragmatismo, ao indiferentismo, ao consumismo, ao individualismo e ao hedonismo  (cfr. Mensagem para o Dia Mundial de oração em favor da paz 2002, n. 4).
Lembrou-nos ainda João Paulo II os desafios que derivam:
- de um desajustamento ecológico que torna inóspitas e inimigas do homem várias áreas do planeta; dos problemas da paz, amiúde ameaçada com o espectro de guerras catastróficas;
- do vilipêndio dos direitos humanos fundamentais de muitas pessoas, especialmente das crianças.
“São muitas as urgências, às quais o espírito cristão não pode ficar insensível. Um empenho especial deve ser colocado nalguns aspectos da radicalidade evangélica que amiúde são menos compreendidos, até tornarem impopular a intervenção da Igreja, mas que nem por isso podem estar menos presentes na agenda eclesiástica da caridade”.

O Papa faz referência específica ao dever do compromisso pelo respeito pela vida de cada ser  humano, desde a concepção até à morte, e ao dever de proclamar com firmeza que quantos utilizam as novas potencialidades da ciência, especialmente no terreno das biotecnologias, jamais podem esquecer as exigências fundamentais da ética. “Para a eficácia do testemunho cristão, especialmente nestes âmbitos delicados e controversos, é importante fazer um grande esforço para explicar adequadamente os motivos da posição da Igreja, sublinhando especialmente que não se trata de impor aos não crentes uma perspectiva de fé, mas de interpretar e defender os valores radicados na própria natureza do ser humano. A caridade tornar-se-á então um serviço à cultura, à política, à economia, à família, para que em toda a parte sejam respeitados os princípios fundamentais dos quais depende o destino do ser humano e o futuro da civilização” (cfr. NMI 51),
Meios
Considerando os meios do nosso apostolado, não devemos esquecer como as novas tecnologias e a nova linguagem revolucionaram o mundo da comunicação. A multimedialidade e a telemática, a iteratividade e a hipertextualidade requerem estruturas aptas.
Já não existe a unidirecionalidade da comunicação tradicional: sobre ela tinha-se estabelecido grande parte das nossas obras apostólicas.
Abrem-se para o apostolado novas fronteiras, que precisam, de nossa parte, de uma mudança de mentalidade, de atitude, de formação, de estruturas apostólicas adequadas ao ambiente social em que trabalhamos.
Conteúdos
Considerando finalmente os conteúdos, “pois se trata de tudo cristianizar” (UPS I, 373), devemos ter presente que a procura de liberdade e de autonomia fizeram que o homem contemporâneo se esquecesse da dimensão transcendente da existência, levando-o a uma consciência limitada de si mesmo e da própria sua história. Esta tendência é conhecida por secularismo. O neoliberalismo no mundo do trabalho, sobretudo no comércio, parece querer desarticular o próprio conceito de solidariedade, tão promovido pelo magistério social da Igreja no último século.
A escala objetiva dos valores, até agora desconhecida, parece ser substituída por  uma escala que parece privilegiar as sondagens públicas em vez dos próprios valores. Mas, juntamente com isto, e quase em contradição, a sociedade desenvolveu novos comportamentos religiosos e nova procura do sagrado, amiúde fora do cristianismo. É nesta direção que se situa o florescimento de novas seitas, o movimento new age,
nascido como alternativa ao deísmo das grandes religiões e ao ateísmo prático e ideológico. Aparece uma cultura light, instável e superficial, uma cultura do imediato, na qual tudo se torna produto de consumo, objeto de troca: o próprio matrimônio, o trabalho, a vida pessoal.
Estes elementos são um desafio e um compromisso para nós, chamados a evangelizar, no interior da cultura da comunicação. São “sinais dos tempos” que exigem uma interpretação e uma resposta à luz do Evangelho.
Um conhecimento apropriado do nosso Fundador levar-nos-á a reconhecer a importância que ele deu ao estudo da História e da Sociologia. O cumprimento da nossa missão específica requer forte sensibilidade e preparação sólida nestes dois campos.

1.3 Universalidade e inculturação no mundo da comunicação
“Sintamo-nos, como São Paulo e em São Paulo, devedores a todos os homens, ignorantes ou cultos, católicos, comunistas, pagãos, muçulmanos. A todos amamos. Para todos, o nosso apostolado” ( Regina Apostolorum, abril de 1951).
O impulso universal para a evangelização caracterizou desde o começo o pensamento e a obra do P. Alberione. A universalidade é característica genuinamente “paulina”, inspirada no exemplo e na obra de São Paulo,  o qual, com coragem e tenacidade, se dirigiu aos confins do mundo conhecido, não se deixando condicionar pelas dificuldades e sofrimentos.
Globalização e localização
O mundo de hoje muda. O próprio conceito de sociedade está em evolução. Vivemos e agimos para cima e para além de nossas fronteiras. Pertencemos a uma sociedade não fixa territorialmente, não exclusiva, mas aberta e inclusiva. Os meios de comunicação permitem contatos ativos, simultâneos e recíprocos entre as pessoas, ultrapassando as fronteiras de País, religião e continente. A abertura do horizonte mundial, intensificada nestes últimos anos, tem vários nomes: planetização, undialização, mundo em rede… Prevalece o de globalização, fenômeno que, partindo da economia, se alargou para o campo social e cultural.
Ao lado deste fenômeno, há em toda a parte a redescoberta das culturas locais. Se por um lado se procura uniformizar (globalizar), por outro redescobrem-se e defendem-se as características próprias do grupo a que se pertence. Em que medida tais fenômenos se refletem em nossa vida e em nosso serviço de evangelização?
“Catolicidade” = universalidade
A nota de ”catolicidade” é, para a Igreja, um apelo cada vez mais urgente para promover a autêntica universalidade (unidade na diversidade). À homologação das identidades, ela deve contrapor o primado da pessoa sobre qualquer outra escolha política ou econômica. O Espírito que a anima, impele-a a intensificar seus processos de inculturação e de encarnação na realidade local e seus laços de comunhão na realidade mundial. Na Igreja, assim considerada, e no contexto da sociedade mundial, a Vida Consagrada recupera um novo sentido e encontra também linhas de solução para os
novos desafios a enfrentar.
Torna-se necessário favorecer na Família Paulina uma mentalidade capaz de “agir localmente”, mas de “pensar globalmente”, isto é, catolicamente, tentando corajosas aberturas que ultrapassem a cerca do jardim ao lado e mergulhem no grande e fascinante mundo da comunicação.

Inculturação e comunicação
Se o uso dos meios de comunicação é importante para a pregação, é ainda mais importante evangelizar a cultura da comunicação:
“O empenho nos meios de comunicação… não tem apenas a finalidade de multiplicar o anúncio… é preciso integrar a própria mensagem nesta “nova cultura” criada pela comunicação moderna” (RM 37c).
Devemos compreender claramente que hoje “a comunicação não é o conjunto dos meios, mas é uma cultura; não é uma nova disciplina na formação sacerdotal e religiosa, mas uma nova inculturação da fé”. A inculturação é, para o cristão, um processo de evangelização através do qual a vida e a mensagem cristãs são assimiladas por uma cultura, de maneira a poderem não só exprimir-se através dos elementos dessa cultura, mas vir a constituir-se como princípio de inspiração, sendo ao mesmo tempo norma e força de inspiração que transforma, recria e relança essa cultura.
Assim se exprime o documento final do “Seminário sobre Jesus Mestre”:
“Para que os nossos contemporâneos possam crer livremente, a
evangelização tem o dever de mergulhar nas várias culturas, escolhendo o percurso da inculturação… Inculturar a espiritualidade paulina no processo comunicacional exige torná-la parte viva e consciente da cultura da comunicação, que está em contínuo desenvolvimento, sempre lançada em frente” (GMIOS 562-563).
Globalização e localização, catolicidade e inculturação são grandes desafios que nos interpelam. Não basta perguntar-nos: “que podemos fazer para mudar a realidade deste mundo?”, ou: “que podemos fazer para mudar a Igreja?”. Devemos, antes, perguntar-nos em que é que nós podemos mudar, quanto a mentalidade e também quanto a estruturas, para que a nossa Familia seja um lugar de vida e de evangelização para qualquer ambiente cultural.

1.4 Cultura e culturas: a importância do estudo e da preparação
Para a constituição inicial e o desenvolvimento contínuo da personalidade paulina, a cultura é antes de mais uma atitude de vida que valoriza ao máximo as próprias capacidades naturais e que se dota, com educação sistemática, de conhecimentos teóricos e competências operativas em vista da missão apostólica. Cultivada em perspectiva missionária, a cultura permite estar, antes de mais, em sintonia com os “homens de hoje”; da pátria de origem, do continente a que pertence e do mundo inteiro. Além disso, o ele coloca sua fé e sua preparação ao serviço da inculturação do Evangelho no mundo e na cultura da comunicação: anúncio explícito de Cristo e de tudo o que é humano numa visão cristã.

Padre Alberione escrevia:  “Nosso apostolado requer ciência. Antes, a ciência comum, depois a ciência dos meios de comunicação: por isso devemos chegar à redação não somente de livros e de periódicos, mas também dos outros campos do nosso apostolado: tal como a preparação de filmes, de programas para a rádio, a TV, o disco etc.” (SP, março de 1968).

O Fundador sublinha que não é suficiente possuir uma cultura rica de conteúdos, é necessária uma cultura que inclua também a competência nos meios expressivos utilizados; as exigências dos destinatários, as linguagens e as leis dos meios de comunicação pesam na escolha e na formulação dos conteúdos.
O empenho na missão paulina, que faz sua a ânsia de São Paulo de “fazer-se tudo para todos” (cfr. 1Cor 9,22), realiza-se hoje no contexto da comunicação intermedial e em rede, em cujo centro está o destinatário. A preparação cultural deve estar à altura das exigências da missão: uma “redação” que brota da escuta dos destinatários e do conhecimento da cultura da comunicação.
A Família Paulina considera meta do seu apostolado fazer com que o Evangelho se torne base para toda cultura e para todos os setores de cada cultura. Alberione, eloquentemente, fala da universalidade:  “Todas as questões e fatos julgados à luz do Evangelho… fazer sentir a presença da Igreja em cada problema: espírito de adaptação e compreensão por todas as necessidades públicas e privadas, todo o culto, o direito, a união da justiça e da caridade” (AD 65).
Juntamente com uma cultura ampla e sólida, precisamos conhecer ecompreender as várias culturas, a começar pelas da Nação onde servimos: história, língua, religião, sistema de governo, leis, instituição familiar, arte, tradições etc. Sem um conhecimento bem experimentado das culturas não se pode falar de inculturação e muito menos de interculturalidade.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Família Paulina - 10 vozes que anunciam o Evangelho

Uma grande família para um grande apostolado, ou no dizer de Pe. Tiago Alberione “ uma grande árvore ” com dez ramos.

Apóstolo da Comunicação
Tiago Alberione nasceu em São Lourenço de Fossano, na Itália, no dia 4 de abril de 1884.
Na passagem do século 19 para o 20, estando em oração, Alberione sentiu que deveria fazer alguma coisa pelas pessoas do novo século. Foi um profeta que soube responder plenamente aos apelos de Deus. Sua resposta foi de extraordinária fecundidade para a Igreja e para o mundo. Alberione morreu no dia 26 de novembro de 1971 e foi declarado Bem-aventurado no dia 27 de abril de 2003 pelo Papa João Paulo II.

A espiritualidade Paulina
A espiritualidade paulina, centrada em "Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida", é atualíssima e leva em consideração Jesus em sua totalidade e o ser humano na sua integralidade. Diante dos problemas atuais da humanidade, neste início de século e de milênio, nada melhor que enfrentá-los, buscando iluminação nas palavras e ações de Jesus. Ele sempre tem algo a ensinar, a cada dia, ao homem e à mulher que buscam a vida em plenitude.
Em Maria, Rainha dos Apóstolos, temos o modelo para o equilíbrio entre a mística da vida e do trabalho apostólico. Ela, a primeira comunicadora de Jesus, é nossa inspiração e síntese de fé.
Paulo é o discípulo apaixonado por Jesus, no qual se inspirou Tiago Alberione. Ele é o nosso exemplo de ação missionária, nosso protetor e pai.

Carisma
Em 1914 nasce a Família Paulina que concretiza o grande carisma acalentado no coração de Alberione: Viver Jesus Cristo, Mestre e Comunicador, Caminho, Verdade e Vida e comunicá-lo com os mais modernos e eficazes meios que o progresso humano oferecer. Para responder às novas exigências apostólicas vão surgindo através dos anos as diversas Congregações e Institutos da Família Paulina:

10 vozes que anunciam o Evangelho

1914 - Sociedade São Paulo – Padres paulinos

Os Paulinos, proclamam o Reino de Deus na missão específica de anunciar o Evangelho na cultura da comunicação. Foram fundados em 1914 pelo Bem-aventurado Tiago Alberione, na Itália, e hoje encontram-se nos cinco continentes.
Como consagrados, são chamados a falar ao maior número possível de pessoas de forma atual e profunda.
São Paulinos porque anunciam o Evangelho do Mestre com a mesma ousadia do seu pai e inspirador, São Paulo.
O jovem, quando ingressa numa de suas comunidades, já vive a missão paulina, de forma concreta, desde a sua chegada. É a missão que lhes dá identidade na Igreja.
Se você acredita que o anúncio do Evangelho com os meios de comunicação pode transformar o mundo,  seja Paulino também.
Site: www.paulinos.org.br
E-mail:centrovocacional@paulinos.org.br

1915 - Filhas de São Paulo - Irmãs Paulinas
As Irmãs Paulinas, são chamadas e enviadas para viver e comunicar Jesus Cristo, Mestre Caminho, Verdade e Vida, na cultura da comunicação. Corno Irmãs comunicadoras de Jesus Cristo vivem e realizam sua missão em comunidade.
A espiritualidade está centrada em Jesus Mestre, em Maria, Rainha dos Apóstolos e em São Paulo apóstolo, de quem aprendem o ardor missionário. A Eucaristia e a Palavra são fontes para a espiritualidade paulina.
Como mulheres consagradas para o anúncio do Evangelho, colocam-se a serviço da Palavra de Deus. O fundador, Bem-aventurado Tiago Alberione lhes deixou a herança missionária de fazer dos meios e da cultura da comunicação seu lugar e espaço de evangelização. Por isso, ele lhes dizia: "o rádio, a televisão, o microfone, os filmes... são nossos púlpitos (lugares de pregação). Os livros, as mensagens, as músicas, as livrarias são igrejas de onde as Paulinas anunciam o Evangelho". Realizam juntas esta missão, colocando a comunicação a serviço da vida.
Se você se sente chamada a entregar sua vida por esta causa, comunique-se conosco!
Acesse nosso site www.paulinas.org.br/vocacional ou pelo e-mail:

1917 - União dos Cooperadores Paulinos
Padre Alberione, além das congregações religiosas e dos institutos, organizou leigos e leigas que estivessem estreitamente ligados à missão e à espiritualidade de suas fundações.
Os Cooperadores Paulinos ajudaram as congregações nascentes em tudo aquilo que era necessário, participando de sua mística e missionariedade. No pensamento de Padre Alberione, os Cooperadores são benfeitores, sim, mas, ao mesmo tempo, pessoas que compartilham do mesmo ideal com os membros das várias fundações.
É formada por homens e mulheres, jovens e adultos - que acreditam no ideal e no valor do carisma paulino e prolongam, nos mais variados ambientes, os múltiplos apostolados da Família Paulina.

São chamados a viver o apostolado paulino em todas as dimensões: catequese, redação, inserção nos meios de comunicação, evangelização, inserção nas diversas pastorais, acreditando que o carisma paulino é atual e urgente e constitui um grande desafio para o mundo de hoje.

1924 - Discípulas do Divino Mestre

As Irmãs Discípulas do Divino Mestre, cultivam uma espiritualidade litúrgica, centrada na pessoa de Jesus Mestre que se faz presente na Palavra, na Eucaristia e na comunidade reunida. Assim como Maria e o apóstolo Paulo, vivem sua consagração em comunidades de oração e de atividades apostólicas, no seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida. Sua missão na Igreja se insere no amplo horizonte do sacerdócio dos batizados, dos ministérios litúrgicos e da pastoral litúrgica. Essa missão acontece também através da formação litúrgica e da produção de subsídios que colocam a arte e a criatividade a serviço da Liturgia.

Se você sente no coração o desejo de consagrar sua vida a Deus, seguindo Jesus, venha  conhecer as Discípulas, venha partilhar da sua vida e  missão.
E-mail: vocacional@piasdiscipulas.org.br

1938 - Irmãs de Jesus Bom Pastor (Irmãs Pastorinhas)

As Irmãs de Jesus Bom Pastor, têm como centro de suas vidas a pessoa de Jesus Bom Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Alimentam-se da Palavra de Deus e da Eucaristia. Vivem em pequenas comunidades a consagração religiosa, a vida de oração, a partilha de vida e dos bens e a missão comum.
Com um carisma bem definido, participam da missão de Cristo Pastor, na edificação e no crescimento das comunidades cristãs, em colaboração e reciprocidade com os padres, bispos e leigos na Igreja.

Movidas pela compaixão do Jesus Bom Pastor, vivem com simplicidade e disponibilidade nos lugares mais necessitados de evangelização, atuam no anúncio da Palavra de Deus, na orientação bíblica, na catequese e liturgia, na formação de agentes de pastorais, nos movimentos populares e projetos sociais...
Você se sente atraída por esta missão? Entre em contato com as Pastorinhas! Venha ser Irmã Pastorinha, colocando sua vida a serviço de Deus e dos irmãos e irmãs na missão Pastoral.
E-mail: irmaspastorinhas@terra.com.br

1959 - Instituto Rainha dos Apóstolos (Irmãs Apostolinas)

No seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, sob o olhar da Rainha dos Apóstolos e no espírito de São Paulo, as Irmãs Apostolinas, são chamadas e enviadas a anunciar o Deus que chama "consumindo a vida pelas vocações".
Em sua atuação pastoral, buscam despertar a consciência de que todos são vocacionadas e vocacionados. Ajudam e acompanham as pessoas na descoberta e vivência de sua vocação e ministério na Igreja e no mundo para que o Reino de Deus aconteça entre nós.
Na simplicidade, na fraternidade e na oração realizam sua missão por meio de encontros e retiros vocacionais, orientação vocacional, semanas vocacionais, exposição vocacional, experiência de oração, formação de lideranças, participação nas equipes de Pastoral Vocacional e por meio do Centro Vocacional.

A você jovem, aberta à vida, ao amor, ao compromisso vocacional, o nosso convite: venha juntar-se às apostolinas, consagrando sua vida pelas vocações!
E-mail: apostolinas@hotmail.com

1960 - Institutos Seculares

Padre Alberione, em sua preocupação apostólica, buscou contemplar todas as pessoas. Assim deu início aos Institutos de Vida Secular Consagrada e à União dos Cooperadores Paulinos.

Instituto São Gabriel Arcanjo - Gabrielinos
É destinado a homens solteiros que, como leigos consagrados, exercem sua missão na sociedade, usando dos meios que têm ao seu alcance para tornar conhecido Jesus Mestre.

Instituto Nossa Senhora da Anunciação - Anunciatinas
Destina-se a mulheres que se consagram a Deus no ambiente da própria família. As Anunciatinas realizam sua missão onde vivem, tendo como suporte espiritual a herança deixada pelo Bem-aventurado Tiago Alberione.

Instituto Jesus Sacerdote
Destina-se a sacerdotes diocesanos que aspiram viver a espiritualidade e missão paulinas e proclamam, onde se encontram, nuanças dessa vivência.

Instituto Sagrada Família
Tem como fim a santificação da vida conjugal e familiar. Cada casal que participa do Instituto acolhe o dom dos votos de pobreza, castidade e obediência e busca testemunhar o Evangelho no ambiente onde vive e age.
E-mail: institutosseculares@paulinos.org.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

FIDELIDADE CRIATIVA AO CARISMA PAULINO (II)




1) Fidelidade ao homem e ao nosso tempo

1.1 Sociedade moderna e pós-moderna

Estamos inseridas no tempo em que vivemos. Não podemos esquecer que somos filhas/os do nosso tempo.
Fomos formadas com as características da civilização que anima nossa realidade.
Temos a possibilidade de escolher neste ambiente os sinais e os estímulos que julgamos úteis para melhorar e corresponder à nossa opção de vida.

Por ocasião da sua primeira viagem ao Oriente, em 1949, P. Alberione escreveu:
“O mundo desenvolve-se rapidamente: os centros habitados, a cultura, o comércio deslocam-se. Acontecem revoluções pacíficas e rápidas através da imprensa, da rádio, do cinema, da televisão, da aviação, dos movimentos políticos, sociais, industriais, da energia atômica… É necessário que a religião esteja sempre presente; de tudo se sirva para um melhor teor de vida na terra e de glória no céu. Quem pára ou retarda é ultrapassado; trabalhará num campo onde o inimigo já colheu” (CISP, p. 1010).

Vivemos uma época caracterizada pela cultura “contemporânea” e “dominante”. Uma cultura que se
exprime na indústria, na comunicação de massa e que, entra na globalização envolvendo todas as áreas geográficas do planeta. As características principais desta cultura são:

1. O conhecimento do mundo já não assenta na aceitação incondicional da religião e dos seus dogmas, mas no uso da razão orientada para a aquisição dos conhecimentos verificáveis fisicamente; conhecimentos que se estendem gradualmente a todo o ambiente que nos rodeia: economia, política, justiça e ciências humanas em geral.

2. O Estado é leigo e democrático: o fundamento do Estado são os cidadãos, independentemente da religião que praticam.

3. A racionalidade tecnológica: o desenvolvimento dos conhecimentos físicos impulsiona o progresso ecnológico.

4. A secularização da cultura: setores da realidade quotidiana – política, ética, economia, direito – separam-se progressivamente da esfera religiosa e tornam-se autônomos. Esta invasão progressiva da racionalização em todos os âmbitos da vida humana cria nova cultura, porque comporta uma visão diversa da realidade.

Resumindo, o homem moderno move-se na convicção de que pode gerir corretamente as condições elementares da vida humana com a ajuda das ciências, da tecnologia, da organização, e de que pode encontrar nelas a solução para todos os problemas da vida. No mundo contemporâneo diminui, até quase desaparecer, qualquer visão vertical do homem, orientada para a eternidade. As últimas referências do homem passam a ser o consumismo, a realização pessoal, o bem-estar, tudo o que se pode experimentar neste mundo.

No âmbito desta antropologia, as grandes interrogações existenciais (o sentido da vida) recebem pouca ou nenhuma atenção, ou são até removidas completamente da consciência.

FIDELIDADE CRIATIVA AO CARISMA PAULINO (I)


No documento Religiosos e promoção humana, de 1980, a Sagrada Congregação para os Religiosos e os Institutos Seculares indicava aos Religiosos quatro importantes “fidelidades” que devem motivá- los e guiá-los na promoção humana integral, conforme os princípios conciliares de renovação e tendo em conta as situações do mundo atual. Estas são as fidelidades:
1) ao homem e ao nosso tempo,
2) a Cristo e ao Evangelho,
3) à Igreja e à sua missão no mundo,
4) à Vida Religiosa e ao carisma do próprio Instituto.

Estes pontos podem ser referências para o empenho de renovação de todos os religiosos em todos os âmbitos e dimensões da própria vida. À luz destas quatro instâncias, a reflexão sobre a identidade paulina pode reconduzir-nos às fontes do nosso ser, às motivações da nossa atuação, para vivermos com fidelidade criativa o dom que Deus nos transmitiu através do P. Alberione, a serviço da Igreja e do mundo. (seguem reflexões sobre cada uma destas "quatro fidelidades").

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Espiritualidade de Paulo e de Alberione: Daqui quero iluminar.

Instrumento da Luz


O modelo que Pe. Alberione segue mais de perto é são Paulo, não no estilo, mas no espírito. Mesma a humildade do convertido, mesmo o reconhecimento a Cristo que o tirou das trevas para fazer dele instrumento da Luz; mesmo o intento final: glorificar a divina Misericórdia e fazer obra de evangelização”.

Também Paulo anunciava o evangelho narrando suas experiências espirituais. Devendo falar de visões, usava a terceira pessoa (cf. 2Cor 13,3-4). Sem dúvida as “visões”, embora minimizadas pelo Apóstolo pela “fraqueza” na qual se manifesta o “poder” do Senhor (cf. 12,9), são testemunhos de significado elevado, também se dificilmente comunicáveis a quem não tenha feito delas experiência.

Provavelmente Pe. Alberione encontrou-se com problema semelhante ao de são Paulo. A experiência de dons espirituais é por si irrepetível: narrá-la aos outros, que efeito produziria? Isso explica certa relutância a manifestar os segredos pessoais. A nós parece que a induzi-lo a escrever acerca desses argumentos, tenha sido o desejo de deixar a outros o melhor de si, ou seja, o que Deus realizou nele e por meio dele em favor da comunidade cristã. E se a Família Paulina é a destinatária dessa herança, estará em condições de compreender e apreciar AD no seu verdadeiro significado.

É uma história?

É uma história de Deus, mais do que uma doutrina. Uma história que deve ser reconhecida como guiada do alto, uma “história sagrada”.

Do ponto de vista crítico pode haver interrogativos: por exemplo, a respeito da história não verificável dos “sonhos” ou de outros particulares acerca da famosa noite de 1900 a 1901 (cf. AD 13).

De qualquer modo, certas experiências fortes marcam a vida inteira. Talvez houve em Alberione, como em Paulo, uma forte iluminação de Cristo presente, capaz de mudar o curso de sua vida.

Semelhante “experiência do Espírito” é o que na teologia atual se chama “carisma dos fundadores”: luz vivida pela primeira pessoa, porém para ser participada.

Obviamente, também no plano histórico, ela constitui dado significativo e comporta conseqüências para todos os que nessa experiência entrevêem as próprias raízes carismáticas.

Luz da glória

Esta história de luz aparece como vasta paisagem, não só para ser contemplada mas percorrida, através de itinerários antigos e novos, além do fio do horizonte, na perspectiva da eternidade. Eternidade! “Visão de tudo em Deus, na vida eterna,mediante a luz da glória” (AD 194). É o ponto de observação mais alto e compreensivo.

Luz maior

Ler a História carismática é um pouco como ler são Paulo: somos admitidos a contemplar a realidade de Deus e do mundo numa “luz maior”, aquela irradiada pelo Mestre (AD 153): luz de Jesus ressuscitado, a mesma que iluminou Saulo (AD 159) no caminho de conversão de Jerusalém a Damasco, do Antigo ao Novo Testamento.

Luz bíblica

A história carismática será objetiva e fecunda à medida que nos posicionarmos numa perspectiva não apenas histórica, mas também bíblica e carismática. Somente assim poderemos captar toda a “riqueza” de dons ou de “graças” que aqui nos é oferecida.

Comunicação da Charis


Tanto são Paulo como Alberione comunicam a charis, o dom e a fragrância da sua “consagração”, que os fez apóstolos e profetas de Cristo. Eis: “profeta” poderia ser

o apelativo que melhor qualifica Pe. Alberione. Assim, com efeito, ele se sente — e o explicitará mais tarde — quando “sob a mão de Deus” evoca a própria missão particular e a

da sua Família no mundo de hoje. A “profecia” consiste aqui, para nós, no testemunho de tantas riquezas.



Riquezas de natureza e de graça

Alberione utiliza as palavras “graça”, “sobrenatureza”, “santidade”, “missão”, para indicar a passagem da completude: da natureza à graça, da razão à fé. É necessário “elevar-se”, acolhendo o chamado de Deus a uma missão particular, a fim de poder “elevar” a todos e tudo; para levar a todos a verdade do Evangelho.

Este ministério de “verdade” e de “graça” é potenciado pela elevação pessoal mediante a vida consagrada, o verdadeiro enriquecimento de todos os que se tornam “religiosos e religiosas” a fim de tender à “mais alta perfeição, a de quem pratica também os conselhos evangélicos, e ao merecimento da vida apostólica… [e para] dar mais unidade, mais estabilidade, mais continuidade, mais sobrenatureza ao apostolado” (AD 24).

Urgência de Paulo, urgência de Alberione

O ponto de partida de toda vocação apostólica é, para Alberione, sentir em clima de fé e de “zelo” a urgência de Paulo: levar os homens a Deus e Deus aos homens. E é a “piedade” que abre os olhos e o coração do apóstolo, e o leva a perceber como à Virgem de Pentecostes, a Rainha dos Apóstolos, — que o mundo tem necessidade de Jesus Cristo Caminho Verdade Vida” (AD 182).

Também a missão específica é “graça”, comunicação das riquezas de Deus para a salvação do mundo; e é essa graça que ilumina de significado teologal os regulamentos apostólicos e formativos, as próprias constituições dos Institutos paulinos.

Sonho para um programa de vida e de luz

Alberione é induzido pela “graça” ou pela “santidade”, outra palavra que exprime a mesma realidade, a elaborar o seu programa de vida. “No sonho… pareceu-lhe receber a resposta. De fato, Jesus Mestre lhe dizia: “Não temais, estou convosco. Daqui quero iluminar. Arrependei-vos dos pecados”.

Falou sobre isso com o diretor espiritual explicando como a figura do Mestre estava envolvida em luz. Ele respondeu-me: “Tranqüiliza-te; sonho ou não, o que foi dito é santo. Faz disso um programa prático de vida e de luz para ti e para todos os membros” (AD 152-154).

Santidade de vida e da doutrina

Dom de graça ulterior foi para Alberione a descoberta de são Paulo diante do qual admira-lhe a “personalidade, a santidade, o coração, a intimidade com Jesus”: o apóstolo universal, modelo de santidade e de dedicação ao Evangelho. Daqui a regra: “A primeira preocupação da Família Paulina será a santidade da vida, a segunda a santidade da doutrina” (AD 90). A experiência paulina confirmará sempre que a “ação exterior” deriva de “ação interior da graça”. Assim tudo: “natureza, graça e vocação, para o apostolado” (AD 100). A missão é caridade para as gentes. Sem a intimidade com o Senhor não é possível tornar-se realmente “apóstolos”.

Portanto, o exame de consciência, sobretudo em “momentos de dificuldade particular”, faz-se a respeito de possíveis “impedimentos à ação da graça”, a serem tirados para dar espaço à presença do Mestre divino em casa. Com ele torna-se possível crescer “em sabedoria”, idade e graça, até a plenitude e a perfeita idade de Jesus Cristo”; até a identificação com ele, ou “cristificação”.